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Por - Kaio Apsya
A horda formada por Fabio Zperandio (guitarra), Antônio Cozta (baixo) e Jhorge “Dog” Duarte (bateria) é um dos nomes mais consolidados e respeitados do metal extremo nacional. A banda desde seu inicio fez turnês internacionais dividindo palco com nomes consagrados do metal mundial como o grande Gorgoroth. O primeiro álbum Anti-Evangelistc Process (2002), produzido pelo renomado Tchelo Martins, masterizado por Erik Rutan (Hate Eternal) e lançado pelo selo norte-americano Evil Vengeance Records de Gene Palubick (ex-Angel Corpse), foi muito bem recebido pela critica considerado um clássico da banda. Mas a banda não parou por ai lançou novos plays e splits com Sacramental Blood (Sérvia), Abhorrence e Ancestral Malediction (R.I.P.).
Em meados de Setembro de 2006 a banda assina com o selo Forces of Satan Records da Noruega. No qual foi lançado o álbum "TRANSMUTATION" que é marcado pela evolução da banda e espalhando seu ódio blasfemico pelos quatro cantos do mundo.
Vamos conferir a entrevista que fizemos com o guitarrista Fabio Zperandio.


Como foi a idéia de montar o Ophiolatry e antes da sua formação a banda teve outro nome?
Fabio Zperandio - Cara, formamos o OPHIOLATRY 11 anos atrás antes disso tocávamos no CURSED CELEBRATION, mas como muitos pensam o OPHIOLATRY não é continuação do CC, outra proposta outra música .
Qual é a temática da banda? Qual a relação dessa temática ao seu nome?
Fabio Zperandio - Expressar a revolta e acusar a moral que reina nessa terra, ser sábio e viver no mistério, isso é o caminho que a serpente traça com maestria.
Quais foram e são as principais influências como guitarrista e musico? Qual banda que influencia fortemente o Ophiolatry?
Fabio Zperandio - Minha principal influencia é de um mestre chamado HEITOR VILLA LOBOS, compositor, musico, aventureiro, ousado, curioso e quebrador de barreiras. Esse músico brasileiro mostrou que tocar não é apenas pegar um instrumento, aquele que compõe tem que estar comprometido como sentimento assim como o MORBID ANGEL faz dentro de seu estilo...
Viver do metal extremo em nosso país é impossível e como é manter o Ophiolatry ainda ativo todos esses anos?
Fabio Zperandio - É impossível, até alguém fazer , assim como o KRISIUN provou e vem provando que a arte da guerra é fazer com amor aquilo que você está preparado para fazer e carrega como missão , o dinheiro a estrutura para se manter forte é conseqüência natural para isso acontecer, e nesse momento as coisas conspiram...

Houve em decorrência da evolução musical da banda a cada disco uma inovação a utilização de uma bateria eletrônica no qual o seu baterista é endorseer. Como foi esse processo houve muitas críticas sobre a tal mudança?
Fabio Zperandio - Sim sempre tem isso me deixa feliz, gosto quando as pessoas vaiam , falam mal e dizem que somos loucos por usar elementos eletrônicos, isso que me fazer continuar a aceitação recompensa mais a rejeição diz que o caminho está certo, qualquer arte foi rejeitada pela massa no primeiro momento, pode estudar os grandes compositores e vai confirmar o que te digo.
O primeiro álbum Anti-Evangelistc Process (2002), foi produzido pelo fantástico Tchelo Martins e masterizado por Erik Rutan (Hate Eternal) como foi essa experiência logo no primeiro cd?
Fabio Zperandio - Estávamos aprendendo muito ali fizemos um bom CD, vai ser relançado pela Regain Records no segundo semestre , uma grande experiência trabalhar com várias pessoas profissionais , mas Anti-Evangelistc Process tem uma dose excessiva de feeling , agora misturamos mas feeling com técnica.
O primeiro álbum já deu um excelente status para a banda no exterior o que acabou resultando uma turnê internacional. Qual foi o primeiro país que vocês tocaram e com é a relação do público com bandas brasileiras?
Fabio Zperandio - Primeiro país foi à Bélgica, depois Hungria ficamos 50 dias na Europa de 2003 para 2004, isso foi uma experiência grande, saímos de porta em porta mostrando nossa arte, conhecemos pessoas importantes e aprendemos o valor de sair de casa e levar a arte aos outros. O público é legal como aqui, é normal quando você ainda é uma banda que esta começando muitas pessoas não vão aos shows e você vai até elas......
O Ophiolatry também fez uma turnê ao lado do Gorgoroth pela Europa. Como pintou essa turnê o que acrescentou para a banda e aconteceu algo especial para você principalmente?
Fabio Zperandio - Isso ainda não chegou a rolar, o Gorgoroth passou por um momento complicado e os planos nossos e de Infernus ficaram no gelo para uma próxima vez.
Referente a algo especial ele me convidou para tocar com o Gorgoroth em 2005, mas infelizmente também não rolou, pois os outros membros não época não concordaram, isso é tudo por enquanto.
Como você vê o mercado nacional hoje? Você acha que cresceu o movimento underground que está aparecendo muitos lugares para tocar?
Fabio Zperandio - Melhorou mundialmente, no Brasil está aparecendo mais lugares isso é bom em nível mundial está rolando Austrália, Nova Zelândia, etc..

Quais são as maiores dificuldades para tocar nos festivais do Brasil?
Fabio Zperandio - A gente precisa ganhar uma grana. Quando toco deixo de dar aulas de guitarra e violão clássico (no qual sou bacharel) , deixo meu estúdio as gravações e as bandas que estou produzindo , sou profissional e faço arte desde meus 15 anos de idade poderia citar milhares de bandas que toquei e criei, então enquanto as pessoas acharem que uma banda anti-profissional e uma banda que esta trabalhando sério tem que ter o mesmo tratamento apenas por serem underground, nosso país não vai crescer no sentido de qualidade.
Nesses 11 anos de estrada qual foi o fato que mais marcou o Ophiolatry?
Fabio Zperandio - Conseguir gravar um álbum chamado Transmutation em 280 bpm.
Como foi a resposta do público sobre o álbum Transmutation? Onde foi gravado e quem produziu?
Fabio Zperandio - Perfeito! Gravado, produzido e composto em nosso estúdio LAB 6, fizemos tudo esse CD é 666% OPHIOLATRY .
O Laboratório6 é o estúdio onde o Ophiolatry grava e ensaia onde também havia um espaço de shows antigamente. Há muitos relatos dizendo que você está produzindo álbuns excelentes. Em virtude disso você esta produzindo o novo álbum do Gorgoroth aqui no Brasil. Como é produzir um álbum de uma banda tão importante do cenário mundial?
Fabio Zperandio - Então essa noticia está no site oficial do Gorgoroth que eu iria produzir e gravar as guitarras do novo álbum deles, porem isso não vai rolar pelo fato de que Infernus teve problemas com os antigos membros e coisas assim, ele me escreveu e disse que vamos trabalhar juntos nesse sentido em breve. O LAB 6, agora é apenas estúdio e também underground suporte, organizamos tours e shows com bandas nacionais e do exterior. Estamos no underground e fazemos por ele.
Houve recentemente uma participação de um membro da banda o Antônio (baixista) no álbum do Lockfist 669 que por sinal está muito mais brutal. Como pintou esse convite?
Fabio Zperandio - Cara, não sei muito sobre isso ele fez um vocais ainda não escutei, mas parece que ele amigo de longas datas dos caras.
Conte-nos quem escreveu o álbum Transmutation e o que ele revela em suas letras?
Fabio Zperandio - Foi a união dos nossos mais perversos sentimentos, quem prestar atenção nas letras vê que ele critica a moral até aqueles que se recusam a aceitar a nova era, o futuro, o digital e o mundo eletrônico.....as coisas estão Transmutando e isso está claro ..... E rápido (risos!).
Como funciona o processo de criação das musicas com os demais membros?
Fabio Zperandio - Normalmente faço os riffs, mas juntos estudamos as repetições e ritmos da música e a coisa mais importante: a estrutura, não adianta só criar tem q estruturar se não fica um amontoado de bases sem fundamento, por isso eu digo que todos nós compomos juntos.
Vocês formam um power trio, o que acontece com muitas bandas de metal extremo (Krisiun, The Ordher, Funeratus etc), pois vocês já pesaram em recrutar um novo membro pra banda como era no inicio?
Fabio Zperandio - Cara então no começo Tiago Nunes era nosso vocal, mas ele resolveu deixar a banda e depois ficamos apenas em três mesmo, mais um guitarrista seria interessante talvez, porém precisa ser alguém que detesta a palavra moral.
Atualmente o Ophiolatry está com a agenda cheia de turnês na divulgação do novo álbum?
Fabio Zperandio - Recentemente fizemos uma tour com o Wisdom do Paraguai ano passado tocamos MS, RJ, MG, SP, MT e outros em março desse ano também fomos headliners em um festival em Assuncion no Paraguai.
Ultimamente o que lhe deixa com mais ódio do nosso país? Além da religião o que você repugna?
Fabio Zperandio - Cara essa moral de merda que existe aqui, essa cabecinha de primata da massa. Enquanto as pessoas viverem entre o bem e o mal não só aqui, mas o mundo será esse limite que vemos. Quanto à religião sem preconceitos e sim conceitos, é só não ser débil mental que você percebe o cheiro de merda no ar... Eu prevejo o futuro, deus era a ausência de informação, mas agora, o futuro é claro, a INTERNET vai matar deus, só que dessa vez definitivamente!
Qual banda ultimamente que você ouviu e lhe surpreendeu em todos os aspectos? Você e os outros membros costumam ouvir outro tipo de musica?
Fabio Zperandio - Músicas toda IMPRESSIONISTA, MODERNA, ELETRONICA, CLASSICA, Rush, Yes, AC/DC, Sepultura, Metallica, Ratos de Porão o que for bom Hermeto Pascoal, etc... Já perdi a referência, uma coisa me surpreende hoje, mas no dia de amanhã a melodia mais simples me hipnotiza, o simples tem o mesmo valor que o complexo, não sei o que responder...............
Faça suas considerações a todos os leitores da nossa revista eletrônica, no qual agradecemos desde já sua colaboração.
Fabio Zperandio - Obrigado pelo apoio e por dar espaço pra gente expor nossas idéias. E lembrem se , matem, esqueçam e desprezem a verdade ela não vale absolutamente nada. No mesmo lugar, enxergando coisas diferentes... Assim continuaremos...

