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Entrevista
O interior de São Paulo tem sido berço de grandes bandas, em especial a cidade de Botucatu, que revelou ao mundo a banda CLAWN, que está completando 10 anos de existência com seu Brutal Death devastador que vem conquistando uma legião de fãs em todo o País. Com a formação reformulada, o Lider e fundador Fabio faz um retrospecto da trajetória da banda, bem como os planos futuros, para reporter Ana Soares. Confiram. Por Ana Soares Ana Soares: Situada em Botucatu/SP, o Clawn iniciou os trabalhos em 1998 como um quinteto e hoje (2008) Fabio: Inúmeras foram as mudanças e por motivos variados. Acredito não ser necessário mencioná-los, uma vez que esses episódios fazem parte de um passado bem distante do grupo. O fato é que estamos estabilizados como um trio desde o meados do ano de 2000, já entrosados e habituados com esse atual formato, não vendo a necessidade do acréscimo de mais integrantes. Ana: Com a proposta de fazer Death Metal, quais são as principais influências musicais e os temas que inspiram as composições do grupo? Fabio: A banda, musicalmente dizendo, está firmada no Death Metal, desde sua vertente mais tradicional até a mais extrema. Em meio a todas as nossas influências, é possível notar no som executado pelo Clawn passagens de Black e Thrash Metal, bem como fortes pegadas do bom e velho Grind Core.Já na parte temática, abordamos temas variados, muitas vezes subjetivos, em sua maioria relatando as contradições religiosas e todos os aspectos obscuros e sombrios da natureza humana. Ana: O Clawn teve por muito tempo uma mulher no grupo, a baterista Melissa. Sabe-se que hoje no underground, cada vez mais as mulheres estão se envolvendo ativamente na cena, seja no palco ou no backstage. Para a banda, como foi essa experiência e o que mudou com a saída da Melissa? Fabio: A Melissa, em seus oito anos de permanência na banda, contribuiu em muito para o crescimento do nome do Clawn dentro da cena Underground. Atribuo isso não só ao fato dela ser uma ótima instrumentista, e de certa forma ter se tornado um diferencial para banda, mas sim por sua postura e atitudes frente a cena. Ana: Ser uma banda com uma proposta musical “brutal” não é fácil em lugar nenhum; no Brasil, mais precisamente, no interior de São Paulo, as dificuldades parecem ser maiores. Como a Clawn dribla esses obstáculos e se mantém na ativa durante esse tempo todo? Fabio: Confesso não ser fácil, mas somos persistentes e não pretendemos parar tão cedo!(risos). A banda é algo que nos gratifica, e de certa forma, nos complementa. As atividades com a banda já fazem parte de nossas rotinas de vida, e sobretudo, nossas personalidades. Os obstáculos em nossa trajetória apenas nos deixou mais determinados.
Ana: O Clawn tem uma discografia interessante: 2 demo-tapes, 2 EPs, músicas em 9 coletâneas nacionais Fabio: O CD começou a ser composto em meados do ano de 2002, sendo gravado totalmente em sistema digital em um estúdio situado da cidade de Bauru, interior de São Paulo. O material conta com 12 sons, masterizados nos Estados Unidos por Scott Hull. Scott é um produtor de renome e grande experiência, tendo em seu currículo trabalhos com bandas como, Nile, Pig Destroyer, Suffocation, Regurgitate entre outras. O lançamento do material foi feito pelo selo catarinense Black Hole Productions, selo no qual temos contrato para o lançamento de mais um álbum, inicialmente. Ana: Trabalhando na divulgação deste CD, como tem sido a repercussão da imprensa e dos fãs? Fabio: A repercussão do nosso trabalho está sendo surpreendente, o que resultou em uma série de shows e resenhas muito favoráveis. Com certeza esse fato faz com que a banda fique mais exposta a um numero maior de pessoas, aumentando o número de apoiadores e simpatizantes ao nosso trabalho. Essa boa repercussão, de uma certa forma, nos dá um ânimo maior para seguir em frente.
Ana: Fala-se muito das apresentações ao vivo da banda. O que os headbangers podem esperar de um show do Clawn? Fabio: As apresentações ao vivo são de grande importância para as bandas, e no caso do Clawn isso não é diferente! È nesse momento que temos oportunidade de ter contato direto com o público e ver a sua reação frente as nossas composições. Ana: Vocês já se apresentaram em vários Estados brasileiros, certamente têm algumas histórias e apresentações que foram marcantes. Conte-nos alguma. Fabio: Na verdade todos os shows são marcantes para a trajetória da banda, não havendo muitas distinções. Mas com certeza, na minha opinião, o que mais marca são os vínculos de amizade que são feitos, o prazer em dividir o mesmo palco com bandas que você admira e a palavra sincera de uma pessoa do público referente ao nosso trabalho... Isso é algo que faz muita diferença e os marca em cada show que fazemos!
Ana: Atualmente, como está a agenda de shows da banda para 2008? Fabio: Fizemos apenas dois shows nesse primeiro semestre de 2008, dando maior atenção as composições do nosso segundo CD. No mês de julho voltamos aos palcos para cumprir a agenda de shows até o mês de novembro. Ana: Está nos planos da banda programar turnês nas regiões mais distantes, como Norte e Nordeste, assim como no exterior? Fabio: Sim, com certeza! Isso é algo planejado e almejado por nós. Estamos trabalhando para que uma tour mais prolongada em regiões mais distantes aconteça com sucesso!
Ana: Esperamos que tudo à que o Clawn se propõe seja sucesso e reconhecimento, abrimos espaço pras considerações finais e, como de costume, cite os 8 álbuns mais importantes. Fabio: Quero agradecer você Ana, por conduzir essa entrevista, além do site Litoral Loud por nos ceder um importante espaço de divulgação, proporcionando que mais pessoas conheçam o nosso trabalho. Continuaremos na luta, divulgando o nosso som para o maior número de pessoas possível, fazendo muitos shows e contatos. Obrigado a todos que leram essa entrevista e de alguma forma ajudaram o Clawn. Stay Brutal!!! Álbuns:
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