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Entrevista

O ano de 2008 parece ser o ano da MindFlow, com uma recente turnê mundial bem sucedida e três álbuns com ótima recepção da parte dos fãs, seus membros vem colhendo o fruto de um trabalho árduo conquistados com muita dedicação, esforço e perseverança, afinal, não é qualquer um que em tão pouco tempo conseguiu atingir o status das grandes bandas na Cena mundial. Nessa entrevista exclusiva a repórter Ana Soares, o baixista Ricardo Winandy faz um balanço da ultima turnê na Europa e EUA e sobre o recém lançado Destructive Device.

Por Ana Soares


Ricardo Winandy

Ana Soares: Defina Mindflow.

Ricardo Winandy: MindFlow, como o próprio nome indica, é um fluxo de idéias que não segue parâmetros ou regras pré-definidas. A música nos compõe, pois nós fazemos o que ela “pede”. E essas idéias formam um todo, um conjunto muito maior do que somente o som.

Ana: Quais as influências musicais diretas do grupo e, como sempre ocorre por aqui, a quais outras bandas do gênero que se pode comparar o MindFlow e sob quais aspectos?

Ricardo: Cada integrante têm suas próprias influências, e todas elas influenciam na composição do MindFlow.
Algumas bandas que são influências claras do MindFlow são Megadeth, Rush, Pink Floyd, Queensryche, Ozzy Osbourne e bandas novas, como o Disturbed e Nevermore.

Ana: No começo, a banda passou por uma luta árdua para conquistar o seu espaço na cena; com soluções inteligentes, conseguiu se estabelecer, um exemplo disso foi a criação da própria produtora para administrar os interesses da banda. Como é  olhar para trás e ver tudo isso que passou até o presente momento?

Ricardo: É ótimo poder ver tudo o que foi conquistado, considerando ainda o momento da indústria da música em que o MindFlow surgiu. Foi um momento de mudanças fortes, com muitas incertezas, e parecia que ninguém sabia como se portar. As gravadoras, empresas que sempre foram os principais investidores e que praticamente controlavam o mercado, perderam parte de seu poder, e nós vimos uma boa oportunidade de crescer com nossas próprias pernas, com total controle sobre o que fazemos.
E o resultado foi muito positivo, pois a banda e tudo que a circunda ficaram com uma unidade muito forte.

Ana: MindFlow foi destaque em vários países, alem é claro, de ter conseguido fixar sua proposta para o mercado brasileiro. Num período em que bandas com propostas musicais mais extremas e/ou agressivas têm se destacado; qual foi a “arma secreta” do grupo para alcançar tamanho retorno?


Do Brasil para o Mundo

Ricardo: Acreditamos que o mais importante na música é a honestidade. Fazemos o que gostamos da melhor forma possível, e felizmente outras pessoas se identificam e compartilham o mesmo gosto que a gente.

Além disso o MindFlow é muito mais que a música. Por exemplo, no “Mind over Body”, segundo CD, colocamos um “ARG” (Alternate Reality Game) no disco. É um jogo em clima de conspiração, e mais de 3.000 pessoas participaram. Depois de 1 ano e meio conseguiram desvendar o “mistério” e os primeiros colocados ganharam prêmios.
No “Destructive Device” o jogo vai continuar.

Ana: Os três primeiros trabalhos, incluindo o single lançado na Europa, projetaram a banda com grande destaque na imprensa. Qual o peso disso sobre o último lançamento, Destructive Device?

Ricardo: Recebemos e-mail todo dia de pessoas da imprensa querendo ouvir as novas músicas e o mais legal é que agora o objeto de comparação é o nosso próprio trabalho, e não somente o trabalho de outras bandas.

 

Ana: De um modo geral, comente as faixas do recém-lançado Destructive Device.

Ricardo: No novo álbum são ao todo 12 faixas, sendo 10 músicas e duas faixas surpresa.
O título do disco é um termo em inglês que significa “Dispositivo de Destruição”. E as músicas englobam esse tema, mostrando o ser humano como um objeto de destruição de si mesmo, tanto pelas atitudes que toma, como pelas que não toma.

As pessoas que não se manifestam e deixam acontecer o que não estão de acordo, são igualmente responsáveis.As músicas estão bem diretas e agressivas, com a assinatura do MindFlow.

Ana: Destructive Device foi produzido por Ben Grosse, produtor americano que já trabalhou com artistas, como vocês mesmos definiram, “perturbadores do convencional”, como Marilyn Manson e Slipknot. Como foi essa parceria entre MindFlow e Ben Grosse?

Ricardo: Tivemos a oportunidade de conhecer o Ben Grosse na turnê americana de 2007. Já éramos fãs do trabalho dele há muito tempo, todos os discos que nos impressionavam pelo som descobríamos depois que tinha a assinatura do produtor.


O novo album
Sabíamos que ele morava em Los Angeles, então quando fomos tocar em Hollywood, CA, mandamos um convite para ele ver o MindFlow ao vivo.

Ele gostou bastante do show, da proposta musical da banda, e ele nos deu então a notícia de que estava interessado em fazer parte do novo disco. Ele participou então produzindo, gravando e mixando as músicas. E grande parte do “Destructive Device” foi gravado no estúdio dele, o “The Mix Room”.

Ao vivo no Live'n'Louder em 2006

Ana: Qual a estratégia para divulgação do Destructive Device no Brasil e no exterior?

Ricardo: A principal divulgação que temos é a música, vamos deixar ela falar por si mesma através de shows e degustações.

Ana: Como está sendo a resposta dos fãs ante este trabalho?

Ricardo: Até agora disponibilizamos três músicas do “Destructive Device”. Duas online no MySpace (www.myspace.com/letyourmindflow) e uma através do single “Breakthrough” (lançado no início de maio).
Além disso, tocamos as músicas do novo álbum ao vivo em um show em Santo André e nos Estados Unidos e Canadá.

A resposta não poderia ser melhor, de maio para junho as visitas na nossa página do MySpace cresceu quase 6 vezes (foram mais de 130.000 visitas em 2 meses, as músicas são tocadas mais de 1.000 vezes por dia).


Danilo Herbert(vocal) e Rodrigo Hidalgo(guitarra) em ação

Ana: Conte-nos um pouco sobre as apresentações do grupo no exterior.

Ricardo: Agora em 2008 fizemos shows nos Estados Unidos e Canadá, participando de festivais e como headliner de alguns shows próprios.

A turnê começou em Vancouver, passando por Seattle, algumas cidades da Califórnia (norte e sul), Phoenix e Texas. Como foi a segunda turnê no país, pudemos ver o reflexo das apresentações de 2007, com muita gente viajando para ver o show novamente, e muitas pessoas que já tinham ouvido de amigos que estiveram nos shows.

Tocamos um set mesclando as músicas novas com os dois CDs anteriores, e foi ótimo poder ver a reação do público nesse pré-lançamento.

Ana: Quais os planos para o próximo trabalho a ser lançado? E como está a agenda de shows?

Ricardo: Voltamos a pouco dos Estados Unidos e estamos trabalhando para o lançamento do “Destructive Device” no Brasil (no final de Julho) para dar início ao braço brasileiro da turnê.

Agora em Julho temos shows em Ponta Grossa e Curitiba (PR), dias 19 e 20, junto com o André Matos.

Ana: Qual a dica que a banda pode dar a quem esteja começando e quer seguir uma trajetória de realizações positivas, como foi com o MindFlow?

Ricardo: Focar bem o talento de cada um, com muita honestidade e trabalho duro.

Ana: Pra fechar, abro espaço para declarações finais...

Ricardo: Confiram nossas novas músicas, disponível no MySpace (www.myspace.com/letyourmindflow) e nos dêem sua opinião sobre elas! Também quem quiser, pode pedir um adesivo inteiramente grátis do disco novo em nosso site: www.mindflow.com.br . Obrigado e KEEP FLOWING...

Ana: Ao final de toda entrevista, pedimos a opinião do entrevistado sobre os 8 álbuns de metal mais importantes de todos os tempos.

Ricardo Winandy:

Youthanasia (Megadeth)

Black Album (Metallica)

Countdown to extinction (Megadeth)

Ten thousand fists (Disturbed)

Dead Heart in a Dead World (Nevermore)

Arise (Sepultura)

Train of thought (Dream Theater)

Ozzmosis (Ozzy Osbourne)

 

Site:
http://www.mindflow.com.br/

 

Myspace:
http://www.myspace.com/letyourmindflow

 

Contato:
contato@mindflow.com.br

 

 


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