Classificados
Colunas

Reviews de Cds

Avaliação Loud
Nota 05 ............. CLÁSSICO
Nota 04 ............. ÓTIMO
Nota 03 ............. BOM
Nota 02 ............. REGULAR
Nota 01 ............. PÉSSIMO
Nota 00 ..............FUJA


TORTURE SQUAD
Hellbound
Hellion Records - Nac.
10 faixas - Time: 49min. 59seg

Torture Squad é uma banda de Death Metal de São Paulo, Brasil,que surgiu em 1990 como um power trio.
Após vários anos de batalha e árduo trabalho, Vitor Rodrigues (vocal), Castor (baixo), Almicar Christófaro (bateria) e o ex-guitarrista Mauricio Nogueira (posto hoje ocupado por Augusto Lopes), conquistam em 2007 o mercado nacional e internacional após representar o Brasil no maior festival de Heavy Metal do mundo, o “Wacken Open Air”, na Alemanha, vencendo a etapa mundial do "Metal Battle 2007". A participação dos músicos no festival resultou em um contrato com a Wacken Records para o lançamento na Europa do novo álbum, "Hellbound".

Depois de Pandemonium, a expectativa acerca da banda era enorme por parte dos fãs. Os caras são donos de um Death/Thrash de quebrar pescoços! Sério. Já vi a banda ao vivo, em São José dos Campos e posso afirmar: eles são MUITO bons ao vivo, não devendo nada a ninguém.
Mas álbum novo que é bom... Nada. Muitas histórias surgiram acerca da demora do lançamento do álbum, mas o que interessa é que ele FINALMENTE saiu! Então agora vamos falar desse monstro que os caras criaram chamado Hellbound”:

Hellbound começa com uma introdução até inusitada, com cara de música clássica mesmo. A introdução é bacana, porém grande demais. Não estraga, mas poderia ser um pouquinho mais curta.

O que vêm a seguir, a faixa Living for the Kill até Twilight for all mankind é simplesmente DESTRUIDOR!! Mesclando com maestria a forma de cantar já executada nos álbuns anteriores, vemos aquela alternância entre guturais e vocais rasgados muito bem executados. A "cozinha" da banda está fortíssima e, destaque absoluto para as linhas de baixo do álbum. Escutei-o na primeira vez no fone de ouvido e fiquei com o "ton ton ton ton" do baixo durante uns 10 minutos depois de terminar. Pesadaço! A guitarra cumpre bem seu papel, excetuando as partes onde a "rifferama" toma conta geral e você consegue até visualizar os mosh pits mundo afora sendo feitos, principalmente em faixas como Chaos Corporation e In the Cyberwar.

Com a penúltima faixa do álbum, The Four Winds, você ganha preciosos momentos para descansar os tímpanos, pois a faixa título encerra o álbum e ela vem com a missão de acabar de vez com suas vias auditivas. Dá orgulho de saber que uma banda dessas é brasileira, vamos comprar o Cd e apoiar as bandas nacionais.Nota 05
Obs: Tentem comprar esse cd, vamos apoiar as bandas nacionais.

Track list:
01 - MMXII (Intro)
02 - Living for the Kill
03 - The Beast Within
04 - The Fall of Man
05 - Chaos Corporation
06 - Man Behind the Mask
07 - In the Cyberwar
08 - Twilight for All Mankind
09 - The Four Winds
10 - Hellbound

Anderson Sacrificie - Colaborador da Litoral Loud, é redator do Webzine Mundo Obskuro.

Oh My GOD... O que é esse CD?!?!?!?
Olha me desculpem quem gostava, mas não da pra comparar a época da Tarja Turunen com o momento que vive a banda com a nova vocalista Anette Olzon.

O CD está muito bom, muito, muito mesmo... Eu sinceramente tinha certo preconceito com o nome Nightwish, talvez por causa do POP que eles mostravam. Mas nesse cd e nova formação, se mostraram mais metal do que nunca. Quero deixar claro que não odeio a voz da Tarja ou a odeio. NÃO. Eu apenas não gostava do estilo do nightwish de antes. Vamos lá...

O cd começa com a histórica e poderosíssima musica The Poet and the Pendulum, 14 minutos de ótimo som, não se joga fora nada nesses 14 minutos, é tudo bom.
Logo em seguida Bye Bye Beautiful, boa musica, não vou criticar ela, mas não vou elogiar também. Acho apenas que ela seria ótima sem o vocal masculino que está.Amaranth é a próxima.

Lembranças? Algo me diz que essa musica é sobra de CDs antigos do Nightwish. Lembra muito a época da Tarja. Apesar do ritmo meio quebrado. Mas muito boa.


NIGHTWISH
Dark Passion Play
Universal - Nacional
13 faixas
Seguindo com Cadence of Her Last Breath eu percebi uma coisa, eles abusaram das guitarras iguais. Daí você, leitor, me pergunta: “Como assim Tio João? O que esse doido quer dizer? Nada a vê uma guitarra com a outra nas musicas. Ta “lelé da cuca” esse cara?”

Mas calma, eu explico, eu quero dizer que a quebrada com a guitarra, os tempos que a guitarra dá. Difícil explicar, mas se tornou repetitivo, mas não cansativo. Eu gosto assim!

Master passion greed, Começo devastador. Adorei! Mas olha só, “a vida é uma caixinha de surpresa” (como diria na historia de Joseph Climber). Eu sinceramente não gostei do cara cantando. Mas, tem quem goste.
Espere um pouco, quando eu disse que o CD estava muito bom eu quis dizer muito super bom.
Essa musica Eva, me lembra AINA, trás paz. Muito boa musica. Clássico. Essa musica caiu perfeita no CD, adorei.

Sahara é a seguinte, daí eu pergunto: Essa musica tem participação do Symphony X?
Que ótimos arranjos, nota 10 para musica. É uma das melhores do CD, o baixo do começo é matador (Queria ter um timbre daquele pro meu baixo).
Whoever Brings the night traz bastante peso na musica, mas eu não achei uma musica incrível não. Ta na media. Mas eu não vou falar mal dela não.

 Bom, no caso de For the heart I once had eu só posso dizer uma coisa: Não se pode agradar Gregos e Troianos. Quem gostou dessa musica vai me desculpar, mas eles só colocaram essa musica pra encher lingüiça. Muito ruim.

Só posso dizer uma coisa sobre a musica The Islander: Que raiva dessa musica. Ela vai me fazer gastar dinheiro nesse CD. Meu, que musica linda, incrível. Esse CD é incrível. Eu poderia parar de comentar aqui e já dar minha nota. Com certeza é clássico pra mim.

Segue com Last of the wilds, eu to começando a chorar já. Outra musica de tirar o fôlego.
Ela vem com um tema meio medieval, com umas guitarras que soam perfeitas. Uma das musicas instrumentais mais legais que já ouvi.

Seven Days to the Wolves é uma musica que me prendeu os 7 minutos. Muito boa musica. Refrão matador, a voz masculina ficou legal nessa musica. É ótima.

Meadows of heaven é a ultima musica do CD, boa musica, bom final. Refrão grudento que fica na cabeça.
Foi um dos melhores CDs que eu já ouvi. Foi ótimo poder comentar sobre ele. Clássico sem duvidas, minha nota com certeza é 05

João Michelleto - Colaborador Litoral Loud, é baixista e idealizador do Projeto ALIANDER.

JOURNEY
Revelation
Frontier Records - Importado
CD 01: 11 faixas - 58min. 10seg.
CD 02: 11 faixas - 50min. 18seg.

Depois de três anos após seu último lançamento (Generations), dos problemas vocais que culminaram com a saída do seu ex-vocalista, Steve Augeri, contratação e rápida demissão de Jeff Scott Soto, a contratação do escondido Arnel Pineda, finalmente o Journey volta com seu novo lançamento, "Revelation".

Falar desse trabalho é uma tarefa ingrata, pois ele vai dividir muitas opiniões já que o mesmo veio num formato duplo (um cd de inéditas e um de regravações) e mais um DVD ao vivo, ou seja, o que seria apenas um trabalho que acabaria gerando comparações entre os vocalistas acaba gerando mais ainda comparações e imediatas com os trabalhos dos antigos vocalistas. Comparações a parte, vamos ao lançamento, que é o que nos interessa efetivamente:

O play abre com a faixa "Never Walk Away" e de forma matadora. Hardão grudento, daqueles que você já sai cantando o refrão logo de cara. Essa faixa vai levar muitas pessoas a lembrar de Be good to yourself. Em seguida temos a faixa "Like a Sunshower", uma balada Blues, daquelas que a banda sempre coloca em seus trabalhos com maestria. Merece um grande destaque a balada "After all these years" que poderia sem dúvida alguma ser uma continuação do grande sucesso "Faithfully", não só por se tratar de uma balada com base em piano, mas como sua letra também. Arnel Pineda dá um show de interpretação (ótimos vocais).


O cd segue até seu final de forma linear, sem fortes emoções que se tornem clássico e sem escorregões que comprometam o trabalho, mas que cumprem seu papel e apresentam seu novo vocalista de forma convincente e segura.

O cd de regravações se trata basicamente do "Greatest Hits", inclusive na mesma ordem das músicas, que serve mais como um caça níqueis e de certa forma pra mostrar pra todo mundo que a banda pode sobreviver sem a presença de Steve Perry e Cia. já que Arnel Pineda consegue reproduzir com muita fidelidade, inclusive de timbre, tudo que ali está.. Se ficar melhor ou pior, é questão de gosto, mas a verdade é que o cara convence em seu primeiro trabalho, apesar de que em alguns momentos ele poderia ousar mais e sair da sombra de Steve Perry.

Em relação ao DVD, em particular, fica aqui o meu descontentamento. Trata-se de uma apresentação em Las Vegas, onde a banda já apresenta algumas de suas novas músicas, entre outros clássicos. Qualidade de som e imagem impecáveis, mas, não sei se foi a edição, ou a escolha das músicas que entraram pro DVD, mas apesar de tudo certo, achei a apresentação apenas "normal" ou "legal", faltando um pouco de sal. Pra não dizer q o DVD é todo sem sal, vale destacar o show de Deen Castronovo tocando e cantando em "Mother Father", deixando muita gente e muito vocalista por ai de queixo caído, além do fantástico feeling de Pineda em Faithfully!

No geral, Revelation mostra uma banda com muita sede de trabalho, que resolveu de uma só vez mostrar todo o arsenal de seu novo line-up e no final de td deixa um gosto de "quero mais". A única coisa que eu não gostei, foi que a banda pareceu querer apagar todo o passado de seus ex-vocalistas, mostrando-se ainda refém deles. No mais, um bom cd que vai agradar os mais saudosistas e captar novos amantes do bom Hard Rock! Nota: 04

Ricardo de Stefano - É vocalista das bandas Andragonia e Arrival (Journey cover oficial).

Após quase 10 anos sem se falar, os irmãos Cavalera, Max e Igor, voltaram a trabalhar junto novamente. Desde que Max saiu do Sepultura eles se afastaram bastante. Anos depois foi a vez de Iggor deixar a banda e chegou a fazer outros trabalhos musicais envolvendo música eletrônica.
Eles formaram o projeto Cavalera Conspiracy, lançando seu primeiro disco no dia 24 de março. Junto com eles estão os músicos Marc Rizzo (Soulfly) na guitarra e Joe Duplantier (Gojira) no baixo. Para quem gostava do Sepultura é quase um sonho ver Max e Igor tocando em uma banda juntos novamente.

Após ouvir posso afirmar que sem dúvidas é a melhor coisa que Max já fez desde que saiu do Sepultura. É muito melhor do que qualquer coisa já feita pela sua banda, o Soulfly. O vocal inconfundível dele com a destruição na bateria de Igor fazem um som que lembra um pouco algumas coisas antigas deles, mas com uma sonoridade mais “atual”. Agora a falta de um bom guitarrista, como no caso de Andréas Kisser, faz bastante falta.

Para quem curte o bom velho metal do Sepultura vale a pena conferir esse som. O disco ainda conta com algumas participações especiais do baixista Rex Brown (Pantera), do enteado de Max Ritchie Cavalera (Incite) e foi produzido por Logan Mader (ex-guitarrista do Machine Head).



Cavalera Conspiracy
Inflikted
Warner - Nac.
11 faixas - 42min. 30seg

A abertura do álbum fica por conta da faixa-título "Inflikted", que tem uma introdução com guitarra à lá Soufly, mas logo na sequência cai num clima bem Sepultura fase Chaos A.D e Roots, com alguma coisa de Arise, com direito a riffs de guitarra meio orientais no meio da canção. Emociona ouvir novamente a voz e a guitarra de Max com a bateria de Igor quebrando tudo.

A segunda faixa e primeiro single, "Sanctuary", pende para o lado mais hardcore na abertura, com uma introdução rápida e pesada. O refrão lembra um pouco os tempos de Beneath The Remains e Arise. A terceira, "Terrorize", começa com Igor Cavalera fazendo uma levada empolgante, e logo na sequência entra a guitarra com efeitos, e descamba para um groove interessante quando Max começa a cantar. Essa é a primeira música do álbum que não lembra o material antigo do Sepultura. "Dark Ark" é a quarta do álbum e começa com os vocais de Max mais falados do que cantados, e uma levada de Igor de fundo, quando finalmente descamba para um thrash, com alguns solos de guitarra interessantes entre as estrofes. A quinta é "Ultra-Violent" que tem uma levada thrash daquelas pesadas e lentas, com riffs cavalgados e o sempre empolgante vocal de Max. "Hex" é um hardcore muito bem executado com Igor Cavalera tocando como há muito tempo muita gente queria ouvir no Sepultura. "The Doom of All Fires" tem uma levada empolgante e tem umas quebradas bem thrash antes do refrão, o que dá um clima empolgante na canção. "Bloodbrawl" segue a mesma linha da anterior, tanto no instrumental quanto no vocal. "Nevertrust" é outra mais puxada para o hardcore e que tem uma letra bem crítica. "Hearts of Darkness" é empolgante e têm grandes solos de guitarra, "Must Kill" fecha brilhantemente o álbum com uma levada bem thrash.

A conclusão que posso chegar é que Max e Igor juntos eram, de fato, a alma do Sepultura, e a prova disso é que "Inflikted" é melhor do que todos os álbuns do Sepultura Pós-Max juntos, além de ser melhor também do que os álbuns do Soulfly, porém não com tanta vantagem. O guitarrista Marc Rizzo fez um belo trabalho, colocando muitos solos e riffs inspirados por coisas meio orientais, o que diferenciou bastante o som do Cavalera Conspiracy em relação ao Sepultura. O baixista Joe Duplantier foi outro que fez um grande trabalho.
É emocionante ouvir novamente os irmãos Cavalera tocando juntos em um álbum de músicas inéditas.
Inflikted já está na história. Nota 04

Track List:
01. Inflikted
02. Sanctuary
03. Terrorize
04. Black Ark
05. Ultra-Violent
06. Hex
07. The Doom Of All Fires
08. Bloodbrawl
09. Nevertrust
10. Hearts Of Darkness
11. Must Kill

Anderson Sacrificie - Colaborador da Litoral Loud, é redator do Webzine Mundo Obskuro.


JUDAS PRIEST
Nostradamus
Sony/Bmg - Nac.
CD 01: 13 faixas - 53min. 55seg.
CD 02: 10 faixas - 45min. 27seg.

Desde que anunciou que estava em estúdio gravando, a banda (que tratou esse trabalho como se fosse a história do Santo Graal do heavy metal) tentou ao máximo não deixar vazar informações sobre o que estavam produzindo para atiçar ainda mais a curiosidade dos fãs. Afinal, desde o clássico Painkiller que eles não lançam um disco tão bom.

Nostradamus é o segundo disco de estúdio lançado pelo Judas Priest desde a volta de Rob Halford ao grupo em 2003. Em 2005, a banda lançou Angel of Retribution, seu primeiro disco de carreira com Halford desde Painkiller, de 1990.

Rob Halford (vocal), Glenn Tipton (guitarra), K.K. Downing (guitarra), Ian Hill (baixo) e Scott Travis (bateria) cientes dessa expectativa, sabiam que não podiam deixar a peteca cair e tentaram de alguma forma criar algo fantástico e de alta qualidade. No entanto, após 35 anos, o que ouvimos em Nostradamus são músicas cuidadosamente trabalhadas e sem o mínimo de inovação. São canções épicas, sem a criatividade que os fãs desejavam. O disco duplo nada mais é que um conjunto de efeitos orquestrais, coros e sons que tentam transportar o ouvinte para trezentos anos atrás. O que mais me impressiona é que eles demoraram quase dois anos para termina-lo.

A idéia para o disco veio do empresário Bill Curbishley. A obra tenta contar a história cobrindo todos os momentos significativos da vida de Nostradamus, profeta que supostamente antecipou uma série de acontecimentos e catástrofes, como um grande incêndio em Londres em 1666, a ascensão de Adolf Hitler e os atentados de 11 de Setembro, além de outros eventos históricos.

Em Nostradamus, o tradicional som rápido e pesado do grupo dá lugar a inúmeras introduções e baladas cheias de tecladeiras, ou seja, não vai agradar a todos. Para degustar este trabalho é preciso despir seus ouvidos dos conceitos já criados pelo Judas Priest e deixar de lado também clássicos como Painkiller, Screaming for Vengeance ou British Steel.

O álbum ganhou as prateleiras da Europa em duas versões, uma normal e uma de luxo, e preza pelas excelentes letras, pecando porém pela falta de solos, excesso de introduções e falta de peso.  Entre cada faixa deste trabalho temos uma introdução. A primeira é “Dawn of Creation”, que nos encaminha a “Prophecy”. Depois vem mais uma intro, de nome “Awakening”, que rapidamente passa para “Revelations” - finalmente uma sonoridade rápida, pesada e bem direta.

“The Four Horsemen” (não, não tem nada a ver com a clássica música do Metallica lançada no álbum Kill ´em All) é mais uma introdução, que anuncia “War”, composição com belos elementos orquestrais de violinos e efeitos de explosões e lutas entre os “cavaleiros” da época, mas não acrescenta em nada musicalmente, só no contexto temático mesmo.

Mais uma introdução, “Sands of Time”, que nos leva a “Pestilence and Plague”. Esta composição fala sobre as epidemias, que eram associadas à fúria de Deus, quando este era irritado pelo mau comportamento dos seus “servos”. Nesta faixa, o destaque vai para uma estrofe cantada em italiano muito bem interpretado por Halford.

A décima música do primeiro CD é a enorme e tediosa “Death”. Apesar do nome forte (morte, em português), tem uma construção lírica fraca demais.  Temos então “Peace”, introduzindo “Conquest”, que faz referência às conquistas de território pelas nações que galgavam impetuosamente por novas fronteiras. A letra é pobre, mas a musicalidade já se mostra bem superior.

Outra baladinha é “Lost Love”. Pode dar o forward sem medo, porque a próxima faixa e último do disco 1, “Persecution” é de longe uma das melhores músicas deste trabalho e, ao menos vai satisfazer os fãs que gostam do álbum Painkiller. Se o Judas Priest tivesse seguido essa linha desde o início, a receptividade seria muito melhor.

O segundo CD começa com a intro “Solitude”, seguida pela melódica “Exiled”, que não impressiona em nenhum momento assim como “Alone” e “Shadows in Flame”. Na seqüência, temos a pausada e cadenciada “Visions”, com refrão pegajoso, letra interessante e até pode ter uma esporádica audição.

Da intro “Hope” para “New Beginnings” nada se acrescenta ao trabalho. Os britânicos passeiam por mais uma baladinha com sonoridade old school com belos solos da dupla Tipton e Downing, mas é tediosa demais.

Mais uma intro, “Calm Before the Storm”, produzida para apresentar as duas últimas composições que fecham os trabalhos com a faixa-título e “Future of Mankind”.  A música “Nostradamus” FINALMENTE mostra uma grande atuação de Halford e toda a banda. Esta composição é, sem sombra de dúvidas, a mais marcante de todo o disco já que apresenta um Judas passeando pelos tempos áureos de sua carreira. “Future of Mankind”, apesar de paradona, é uma boa composição. Sua letra deixa uma mensagem de reflexão para a situação do mundo contemporâneo e também em relação ao futuro das próximas civilizações.

Confesso que fiz diversas audições deste disco, mas depois da décima sem absorver nada de interessante, dei-me por decepcionado. Esperava muito mais por tudo o que os integrantes da banda disseram por aí. De fabuloso e maravilhoso, Nostradamus só tem a faixa homônima e “Persecution”. Os fervorosos fãs da banda que me perdoem, mas este é apenas mais um disco e não vai acrescentar em nada na carreira do grupo a não ser para promover mais uma turnê pelo mundo. Nostradamus nunca será um clássico álbum do Judas Priest

Como nenhuma das previsões criadas se concretizou resta saber se o próprio Nostradamus profetizou também esta tragédia. Se alguém tiver tempo e paciência para decifrar isso, faça-me o favor!
Nota 02

CD1
1. Dawn of Creation
2. Propechy
3. Awakening
4. Revelations
5. The Four Horsemen
6. War
7. Sands of Time
8. Pestilence and Plague
9. Death
10. Peace
11. Conquest
12. Lost Love
13. Persecution

CD2
1. Solitude
2. Exiled
3. Alone
4. Shadows In the Flame
5. Visions
6. Hope
7. New Beginning
8. Calm Before The Storm
9. Nostradamus
10. Future Of Mankind

Costábile Salzano Jr - É jornalista, é assessor de imprensa da banda Shadowside, apresentador e produtor do programa Metal Stars e escreve sobre Heavy metal em diversos portais como da TV Tribuna (Rede Globo Baixada Santista) e Rock Press.


Proxima►

Copyright 2007/2008 - Litoral Loud Rock - Todos os direitos reservados - Rose Leite Web Designer